Era
como se nós estivéssemos cobertos por uma nuvem espessa,
lúcida, sólida e polida, como um diamante ferido por um
raio do Sol.
A Divina Comédia, Paraíso, Canto II - Dante
O trecho inicial do penúltimo dia foi marcado por outra visão
inesquecível: nuvens deslizando sobre as encostas da Serra Geral
.
Os índios que habitavam esta região chamavam a serra de
Sol da Terra. Por causa da grande quantidade de quartizito, a Serra brilha
como sol. |
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Chegamos em Mato
Verde
às 9h30. Ely conversou com um cavaleiro, Denir comprou laranjas
de um menino na beira da estrada.
Na subida da Serra, Ely seguiu na frente e encontrou uns meninos ;
paramos para lanchar e conversar com eles, cuja diversão no sábado
é subir, depois descer a Serra no bagaço :-)). Disseram
que a gente ia subir, subir até passar na "Pedra da Velha".
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Subimos muito!
700 metros de desnível em 11km de estrada.
Confira
na Galeria de Fotos, no rodapé da página.
Foi muito
bom pedalar neste trecho. Mas a gente se perguntava: como teria sido
passar no Talhado, em Serranópolis ??
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Pedalamos, devagar
e sempre, até chegarmos no "topo do mundo". Paramos
para tirar fotos e almoçar .
A "velha"
bisbilhotando a gente lá de cima, via a vida passar.
O mais importante é a estrada ou o destino?
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Seguimos por um
trecho de alta altitude (acima dos 1000m) com subidas e descidas. Ely
empurrou o Denir algumas vezes, pois ele pedalava com dificuldade por
causa da dor no joelho. Claudio não sentia nada, era outro se
comparado com a primeira parte da viagem, antes de Grão Mogol.
Passamos pela Mandassaia, uma subida muito íngreme e uma engenharia
absurda ,
e chegamos no trevo para Rio Pardo .Deixamos
o asfalto e pegamos uma estrada de terra, horrível de se pedalar,
com muita costela-de-vaca. A viagem não rendia, com a bicicleta
trepidando, as pedaladas perdiam eficiência. O tempo se arrastava.
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Chegamos em Rio
Pardo, era sábado à tarde. Na Igreja rezavam missa. Seguimos
para o rumo do hotel que a moça de uma farmácia indicou,
Pinheiro Palace Hotel. Era bem perto de um posto de combustível
e, assim que tiramos as bagagens, levamos as bicicletas para serem lavadas
no lavajato.
Fizemos o pior jantar da viagem, numa churrascaria ao lado do posto:
mal atendidos, comida desgostosa, qualquer.
Já não
havia lua cheia no céu, nem o fogão a lenha
de Itacambira!
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