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ciclos do diamante

dia 6

 
Sol da Terra
 

Sol da Terra


Era como se nós estivéssemos cobertos por uma nuvem espessa, lúcida, sólida e polida, como um diamante ferido por um raio do Sol.
A Divina Comédia, Paraíso, Canto II - Dante


O trecho inicial do penúltimo dia foi marcado por outra visão inesquecível: nuvens deslizando sobre as encostas da Serra Geral . Os índios que habitavam esta região chamavam a serra de Sol da Terra. Por causa da grande quantidade de quartizito, a Serra brilha como sol.
serra, nuvens
 

Chegamos em Mato Verde às 9h30. Ely conversou com um cavaleiro, Denir comprou laranjas de um menino na beira da estrada.
Na subida da Serra, Ely seguiu na frente e encontrou uns meninos ; paramos para lanchar e conversar com eles, cuja diversão no sábado é subir, depois descer a Serra no bagaço :-)). Disseram que a gente ia subir, subir até passar na "Pedra da Velha".


Serra do Espinhaço ou Geral
   

Subimos muito! 700 metros de desnível em 11km de estrada.

Confira na Galeria de Fotos, no rodapé da página.

Foi muito bom pedalar neste trecho. Mas a gente se perguntava: como teria sido passar no Talhado, em Serranópolis ??

cicloviagem
   

Pedalamos, devagar e sempre, até chegarmos no "topo do mundo". Paramos para tirar fotos e almoçar .

A "velha" bisbilhotando a gente lá de cima, via a vida passar.
O mais importante é a estrada ou o destino?

pedra da Cara da Velha
   

Seguimos por um trecho de alta altitude (acima dos 1000m) com subidas e descidas. Ely empurrou o Denir algumas vezes, pois ele pedalava com dificuldade por causa da dor no joelho. Claudio não sentia nada, era outro se comparado com a primeira parte da viagem, antes de Grão Mogol.
Passamos pela Mandassaia, uma subida muito íngreme e uma engenharia absurda , e chegamos no trevo para Rio Pardo .Deixamos o asfalto e pegamos uma estrada de terra, horrível de se pedalar, com muita costela-de-vaca. A viagem não rendia, com a bicicleta trepidando, as pedaladas perdiam eficiência. O tempo se arrastava.

vale do Traçadal
 

Chegamos em Rio Pardo, era sábado à tarde. Na Igreja rezavam missa. Seguimos para o rumo do hotel que a moça de uma farmácia indicou, Pinheiro Palace Hotel. Era bem perto de um posto de combustível e, assim que tiramos as bagagens, levamos as bicicletas para serem lavadas no lavajato.
Fizemos o pior jantar da viagem, numa churrascaria ao lado do posto: mal atendidos, comida desgostosa, qualquer.

Já não havia lua cheia no céu, nem o fogão a lenha de Itacambira!

Rio Pardo de Minas
   
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Dados da viagem total:

Kms percorridos: 459
Tempo pedalando: 38h04
Tempo na estrada: 58h52
Velocidade média de deslocamento: 12 km/h
Velocidade média: 7,8km/h

Velocidade máxima atingida no dia: 41,6 km/h