marca MM

ciclos do diamante

dia 5
 
5 horas da manhã
 

bicicletas na madrugada

Acordamos às 3 horas da madrugada, às 4 em ponto o taxista apareceu. Na saída da cidade, Ely sentiu falta do gravador. Nunca foi achado e a fita com todas as gravações dos dias anteriores perdeu-se para sempre (Grão Mogol foi mesmo um divisor de águas em nossa viagem!!)
Deixamos Grão Mogol com esta decisão: em Riacho dos Machados pediríamos informações sobre como cruzar a serra para chegar em Rio Pardo.
Às 5 da manhã estávamos no asfalto da BR 251; chegamos em Riacho dos Machados às 9h30. Depois de tirar fotos na cidade, conversamos com o motorista de um ônibus rural , depois com um grupo de curiosos que se formou em frente a um supermercado . Nos disseram que havia uma linha de ônibus entre Rio Pardo e Porteirinha. Um dos homens, mais velho, foi enfático ao dizer que a gente não deveria pegar a estrada de Serranópolis a Rio Pardo, pois só acerta o caminho quem conhece a região, além disso, a estrada é muito deserta e difícil, areal nas cabeceiras.
Riacho dos Machados
   

Saímos de Riacho com a decisão de procurar um tal de Santo Fumeiro no mercado de Porteirinha, para combinar nossa viagem de ônibus no dia seguinte (sábado).

Três lugares marcaram o trecho Riacho dos Machados a Porteirinha: rever a fazenda onde paramos para uma festa 20 anos atrás (lembrança do Ely); e os povoados de Mucambinho e Paciência , onde almoçamos paçoca.

Detalhe curioso: as três igrejas que encontramos nas diferentes localidades são pintadas no mesmo tom de verde .

Paciência
   
Chegamos em Porterinha por volta das 13 horas. O mercado fica bem na entrada da cidade e paramos para pedir informações. A partir de conversa com várias pessoas, chegamos até a oficina do Gil, um dos líderes da turma de mountain-bikers da cidade e região. Ele nos disse que com nossas bicicletas carregadas não passaríamos pelo canyon do Talhado*, em Serranópolis (dá para cruzar a Serra, mas levando a bicicleta nas costas). Sugeriu que fossemos por Mato Verde.

* leia artigo acadêmico [PDF, 430KB] sobre a rara formação geológica do canyon do Talhado
Serra do Espinhaço, perto de Porteirinha
   
Um garoto nos levou até a praça central, onde tomamos coca-cola e batemos papo um bom tempo com uma galera de rapazes ciclistas . Todos disseram que o melhor caminho seria por Mato Verde.
Ficamos no Hotel Skala . Depois do banho, saímos para procurar um café internet e navegar novamente no GoogleMaps. Tomamos suco de coquinho azedo, uma delícia da região Norte de Minas. Passamos num mercadinho, compramos água e frutas para o café da manhã. Numa farmácia nos pesamos para avaliar e descobrimos que tínhamos perdido pouco peso - sinal de boa hidratação, disse o Ely.
Denir sentia muita dor no joelho, mal podia subir os dois lances de degraus para chegar ao quarto do hotel. Desde Grão Mogol ele tentava amenizar a dor com gel de arnica.
Fomos dormir logo, pois no dia seguinte teríamos o maior trecho da viagem (110km), dando uma volta que não estava prevista, para podermos cruzar a serra. 70km de asfalto, 40 km em terra, nem nada se compara à imensidão da Serra...
bicicletas, alforjes
   
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dia seguinte

Dados da viagem total:

Kms percorridos: 352
Tempo pedalando: 29h15
Tempo na estrada: 47h13
Velocidade média de deslocamento: 12 km/h
Velocidade média: 7,7km/h

Velocidade máxima atingida no dia: 44,6 km/h