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"Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra" - Drummond |
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Mudamos todos
os planos e nossa viagem ficou dividida em dois trechos: antes de Grão
Mogol e depois de Grão Mogol. O que nos preocupava era como cruzar a serra no Talhado, em Serranópolis, a 100km de Grão Mogol. O fato de termos errado a estrada em Botumirim e de termos ficado perdidos na Piedade nos deixou preocupados com nosso futuro. Então, resolvemos pegar um táxi e evitar de pedalar os 50km que ligam Grão Mogol à BR 251. Com isto, deixaríamos de dormir em Riacho do Machado e seguiríamos até Porteirinha, onde decidiríamos o que fazer. |
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Com novo cronograma,
tiramos o dia para conhecer Grão Mogol. Até as lixeiras contam a história da cidade, que começou com garimpeiros e escravos que fugiam de Diamantina e foram subindo a Serra, para escaparem da mão-de-ferro que a Coroa Portuguesa impunha na região diamantífera. |
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| Entramos na "Pousada Vila da Serra", de onde se ouvem lendas e fantasmas que arrastam correntes. | ![]() |
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Passamos a manhã tirando fotos da cidade (não
deixe de conferir a galeria de fotos, no pé da página).
Claudio comprou um tênis novo - o outro estragou com a chuva-, tomamos
suco, visitamos o Centro
Cultural, compramos tiras de velcro para resolver o problema do alforje
que não se fixava no bagageiro Zéfal. Numa loja de motos,
compramos spray para limpeza das bicicletas. A cidade tem quase 300 anos, mas é moderna de tudo: na rua principal é proibido o trânsito de automóveis |
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Ely e Denir foram
até a Cachoeira do Inferno.
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| No
final da tarde, saímos para testar as bicicletas: Denir tomou café
na loja de uma biscoiteira, Ely comprou artesanato. Vimos a noite cair
nas grotas da Serra e fomos os três para um café internet,
estudar alternativas pelo Google Maps para cruzarmos a serra em Serranópolis. À noite, saímos para comer pizza com Tia Maura e voltamos para dormir cedo, pois o taxista combinou de passar no dia seguinte às 4 horas da manhã A vida segue um dia atrás do outro e dá voltas e reviravoltas inesperadas. Também nossa viagem. Como poderíamos saber que, na noite seguinte, nossos planos já seriam completamente outros?? |
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