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dia 4
 
plantas carnívoras
 

Grão Mogol

 

"Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra" - Drummond


Mudamos todos os planos e nossa viagem ficou dividida em dois trechos: antes de Grão Mogol e depois de Grão Mogol.

Claudio e Denir decidiram ficar em Grão Mogol por mais um dia. O Ely resistiu a princípio, para ele era importante a gente cumprir o cronograma, mas depois concordou.

O que nos preocupava era como cruzar a serra no Talhado, em Serranópolis, a 100km de Grão Mogol. O fato de termos errado a estrada em Botumirim e de termos ficado perdidos na Piedade nos deixou preocupados com nosso futuro. Então, resolvemos pegar um táxi e evitar de pedalar os 50km que ligam Grão Mogol à BR 251. Com isto, deixaríamos de dormir em Riacho do Machado e seguiríamos até Porteirinha, onde decidiríamos o que fazer.

Grão Mogol, casas de pedras
   

Com novo cronograma, tiramos o dia para conhecer Grão Mogol.
Desde menino, o Denir sonhou com o dia que conheceria esta cidade. De verdade, a cicloviagem toda começou com isto.

Saímos com a Lurdinha, vimos as pedras da Serra entre as casas. Casas de pedras, ruas de pedras . E a Igreja Matriz de Santo Antônio, toda feita de pedras, sem qualquer massa ou cimento para segurar as paredes.

Até as lixeiras contam a história da cidade, que começou com garimpeiros e escravos que fugiam de Diamantina e foram subindo a Serra, para escaparem da mão-de-ferro que a Coroa Portuguesa impunha na região diamantífera.

Igreja Matriz de Grão Mogol
   
Entramos na "Pousada Vila da Serra", de onde se ouvem lendas e fantasmas que arrastam correntes. praça e Pousada Vila da Serra
   
Passamos a manhã tirando fotos da cidade (não deixe de conferir a galeria de fotos, no pé da página). Claudio comprou um tênis novo - o outro estragou com a chuva-, tomamos suco, visitamos o Centro Cultural, compramos tiras de velcro para resolver o problema do alforje que não se fixava no bagageiro Zéfal. Numa loja de motos, compramos spray para limpeza das bicicletas.

A cidade tem quase 300 anos, mas é moderna de tudo: na rua principal é proibido o trânsito de automóveis ! Preservação do patrimônio histórico, preservação da cidade e do planeta!

Mobilidade sustentável: caminhe ou use bicicleta.
beco central, Grão Mogol
   

Ely e Denir foram até a Cachoeira do Inferno.

Depois, almoçamos com a Maura num casarão antigo, que está em reformas. A comida estava ótima e o restaurante vai ficar uma beleza. Com a Usina de Irapé, a cidade tem tudo para consolidar sua posição de cidade-pólo do turismo na região, com suas diversas cachoeiras, trilhas, casario colonial e sua história centenária.

Veja folheto produzido pela Prefeitura da cidade.

 

Cachoeira do Inferno
   
No final da tarde, saímos para testar as bicicletas: Denir tomou café na loja de uma biscoiteira, Ely comprou artesanato. Vimos a noite cair nas grotas da Serra e fomos os três para um café internet, estudar alternativas pelo Google Maps para cruzarmos a serra em Serranópolis.
À noite, saímos para comer pizza com Tia Maura e voltamos para dormir cedo, pois o taxista combinou de passar no dia seguinte às 4 horas da manhã .

A vida segue um dia atrás do outro e dá voltas e reviravoltas inesperadas. Também nossa viagem. Como poderíamos saber que, na noite seguinte, nossos planos já seriam completamente outros??
Igreja de Grão Mogol
 
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