marca MM

ciclos do diamante

dia 3
 
perdidos na serra
 

Serra da Piedade, Botumirim

Antes de começar o pedal do 3º dia, tiramos fotos de Botumirim e vimos o quiabo gigante no quintal da Dona Elisena. Lamentamos muito não ter tempo para ver as cachoeiras e as pinturas rupestres da região.
Na noite anterior, em frente ao Hotel entramos numa mercearia, cujo dono nos convenceu a passar por dentro, evitando a rodagem ruim para Boa Vista do Bananal e também encurtaria 10km. A estrada por dentro tinha como referência a Fazenda Paciência e Crosslândia.

Como era o menor percurso de toda a viagem e ainda encurtaríamos 10km, saímos por volta das 9h da manhã. Mesmo seguindo o roteiro, encontramos duas bifurcações uma após a outra e ficamos na dúvida. Perguntamos um tratorista que estava mais à frente, mas mesmo assim pegamos a estrada errada. O roteiro falava em "3 casinhas antes de subir a serra" e elas nunca chegavam.... Após encontrar um caminhante, tivemos certeza que estávamos na direção errada e voltamos, descendo toda a enorme Serra da Piedade, que tínhamos acabado de subir!
Fizemos as duas bifurcações à esquerda, passamos pelo riacho e pelas 3 casinhas e subimos a pior de todas as serras: a Serra da Piedade, extensa, muito íngreme e muita pedra. Piedade, subimos a Serra da Piedade duas vezes!!

Serra da Piedade
   
Ely e Claudio encontraram um motociclista, que deu todas as dicas da estrada, informações precisas: a Fazenda Paciência, uma carvoeira desativada, o rio Claudio e o rio Mumbuca cruzando a estrada em pontes molhadas. Só ficamos na dúvida quando a estrada terminou num "T" e o GPS apontava para outra direção. Fomos e voltamos, chegamos a entrar numa estradinha ruinzinha, mas desconfiamos e resolvemos seguir pela direita mesmo, apesar do GPS. Passamos por Crosslândia ( uma igreja, casinhas e uma gramado enorme perdidos no meio do nada.....), onde conversamos com um moradora. viagem de bicicleta
   
Chegamos em Cristália por volta das 3 horas. Ainda tínhamos muito chão pela frente... o trecho que seria fácil estava começando a ficar difícil, por conta das tantas vezes que nos perdemos.
Paramos num bar perto da Igreja . Almoçamos paçoca e coca-cola, e conversamos com um motoqueiro que já tinha viajado de bicicleta. Segundo ele, o trecho adiante tinha três subidas pesadas: a do Soberbo, do Buriti e a subida para chegar em Grão Mogol.
Cristália
   
No trecho Cristália-Grão Mogol, tiramos poucas fotos, pois estava neblinando muito e às vezes chuviscava bem intenso (nem por isto deixe de conferir a galeria de fotos, no pé da página)
As subidas eram poucas, mas difíceis. Este decididamente foi o dia em que mais empurramos as bicicletas!! O joelho do Denir doía cada vez mais. Em compensação, Claudio seguia dando conta do recado. Ainda em Itacambira, ele tinha colocado como meta: chegar em Grão Mogol e decidir o que fazer em seguida, talvez até pegar um ônibus de volta para Montes Claros...!
A poucos quilômetros de Grão Mogol, quando já tínhamos avistado a cidade, caiu uma chuva muito forte, que não só molhou tudo como também fez escurecer muito rápido.
cicloturismo
   
Chegamos em Grão Mogol já noite. Encontramos Tia Maura na agência do Banco do Brasil. Fomos pra casa dela debaixo de chuva, onde nossa mãe Lurdinha estava nos esperando, com o farnel de continuarmos a outra metade da viagem.
Tivemos um trabalhão danado para lavar bicicletas, roupas e colocar para secar. Transformamos a casa da Maura num acampamento, espalhando tudo pelos cantos: máquinas, dinheiro, comida. Enquanto fazíamos isto, um amigo da Maura preparou nosso jantar, uma bela macarronada.
Molhados, com dores e muito cansados, pensamos em mudar tudo, encurtar, fazer outros trajetos estudados. Pedalar ou não pedalar, eis a questão.
Grão Mogol
 
dia anterior
dia seguinte

Dados da viagem total:

Kms percorridos: 226
Tempo pedalando: 22h59
Tempo na estrada: 36h17
Velocidade média de deslocamento: 9,8 km/h
Velocidade média: 6,2 km/h

Velocidade máxima atingida no dia: 26,9 km/h