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Como era o menor
percurso de toda a viagem e ainda encurtaríamos 10km, saímos
por volta das 9h da manhã. Mesmo seguindo o roteiro, encontramos
duas bifurcações uma após a outra e ficamos na
dúvida. Perguntamos um tratorista que estava mais à frente,
mas mesmo assim pegamos a estrada errada. O roteiro falava em "3
casinhas antes de subir a serra" e elas nunca chegavam.... Após
encontrar um caminhante, tivemos certeza que estávamos na direção
errada e voltamos, descendo toda a enorme Serra da Piedade, que tínhamos
acabado de subir!
Fizemos as duas bifurcações à esquerda, passamos
pelo riacho e pelas 3 casinhas e subimos a pior de todas as serras:
a Serra da Piedade, extensa, muito íngreme e muita pedra. Piedade,
subimos a Serra da Piedade duas vezes!!
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Ely e Claudio encontraram um motociclista, que deu todas as dicas da estrada,
informações precisas: a Fazenda Paciência, uma carvoeira
desativada, o rio Claudio e o rio Mumbuca cruzando a estrada em pontes
molhadas. Só ficamos na dúvida quando a estrada terminou
num "T" e o GPS apontava para outra direção. Fomos
e voltamos, chegamos a entrar numa estradinha ruinzinha, mas desconfiamos
e resolvemos seguir pela direita mesmo, apesar do GPS. Passamos por Crosslândia
(
uma igreja, casinhas e uma gramado enorme perdidos no meio do nada.....),
onde conversamos com um moradora. |
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Chegamos
em Cristália por volta das 3 horas. Ainda tínhamos muito
chão pela frente... o trecho que seria fácil estava começando
a ficar difícil, por conta das tantas vezes que nos perdemos.
Paramos num bar perto da Igreja .
Almoçamos paçoca e coca-cola, e conversamos com um motoqueiro
que já tinha viajado de bicicleta. Segundo ele, o trecho adiante
tinha três subidas pesadas: a do Soberbo, do Buriti e a subida para
chegar em Grão Mogol. |
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No trecho Cristália-Grão Mogol, tiramos poucas fotos, pois
estava neblinando muito
e às vezes chuviscava bem intenso (nem por isto
deixe de conferir a galeria de fotos, no pé da página)
As subidas eram poucas, mas difíceis. Este decididamente foi o
dia em que mais empurramos as bicicletas!! O joelho do Denir doía
cada vez mais. Em compensação, Claudio seguia dando conta
do recado. Ainda em Itacambira, ele tinha colocado como meta: chegar em
Grão Mogol e decidir o que fazer em seguida, talvez até
pegar um ônibus de volta para Montes Claros...!
A poucos quilômetros de Grão Mogol, quando já tínhamos
avistado a cidade, caiu uma chuva muito forte, que não só
molhou tudo como também fez escurecer muito rápido.
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Chegamos
em Grão Mogol já noite. Encontramos Tia Maura na agência
do Banco do Brasil. Fomos pra casa dela debaixo de chuva, onde nossa mãe
Lurdinha estava nos esperando, com o farnel de continuarmos a outra metade
da viagem.
Tivemos um trabalhão danado para lavar bicicletas, roupas e colocar
para secar. Transformamos a casa da Maura num acampamento, espalhando
tudo pelos cantos: máquinas, dinheiro, comida. Enquanto fazíamos
isto, um amigo da Maura preparou nosso jantar, uma bela macarronada.
Molhados, com dores e muito cansados, pensamos em mudar tudo, encurtar,
fazer outros trajetos estudados. Pedalar ou não pedalar, eis a
questão. |
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