marca MM

ciclos do diamante

Dia 2
 
o trecho mais bonito
 

viagem de bicicleta - Serra Geral


Na manhã seguinte, tomamos café, tiramos fotos, limpamos as bicicletas e montamos tudo de novo: esta seria nossa rotina matinal nos próximos 6 dias! Saímos com atraso de 2 horas da hora prevista, já com saudade daquela que foi a pousada mais simpática e familiar que encontraríamos.

Não conseguimos ver nem o altar nem as múmias guardadas no porão da Matriz de Itacambira, igreja com quase 300 anos e tombada como patrimônio histórico de Minas. Fica pra próxima vez...

Matriz de Itacambira
   
Após descer um longo trecho, chegamos na Várzea Grande, uma região muito bonita, preferida pelo bandeirante Fernão Dias. Ao fundo a Serra Resplandecente, fazendas e casas casas ao longo da estrada ao longo da estrada e vários riachos pelos quais passávamos pedalando.
Na hora de tirarmos as roupas de frio (rotina diária na estrada), paramos perto de uma fazenda onde garotos vieram conversar com a gente; mais à frente Denir conversou com dois garotos na estrada, que contaram as belezas naturais da Serra. Depois, a Dona Maria Aparecida e sua filha nos ofereceram laranjas tiradas no pé.
Serra Resplandecente
   
Numa bifurcação , pedimos informação para um motorista de ônibus, deixamos a estrada mais larga e plana e começamos andar por um trecho mais acidentado.
Às vezes um de nós ficava pra trás, ou ia muito adiante. Os rádios de comunicação que esquecemos em Montes Claros fizeram falta em toda a viagem.

A Serra Resplandecente ficou para trás .
vale do Itacambirussu
   
Logo depois cruzamos o Rio Itacambirussú.

Rio Itacambirussu
   
E começamos a avistar outra serra em nossa frente e a "pedra pontuda que sai do mato [ita-caá-bir]", com 1.420m, cuja destaque na paisagem serviu de ponto de referência para bandeirantes, tropeiros e - agora - cicloviajantes!! (veja o pico em foto ampliada)

Paramos na bifurcação de Cantagalo, onde pedimos informação para um motociclista e um motorista da Usina Irapé.
Pico de Santana
   
Passamos por um chapadão, com longos trechos de estrada reta ; seguíamos a linha de alta tensão. A Serra recortada à nossa direita propiciava uma visual incrível e paramos várias vezes para tirar fotos (não deixe de conferir a galeria de fotos, no pé da página). Pedalamos algum tempo sem encontrar água e nossa reserva começou a secar; ao meio dia, paramos para tomar powergel e chupamos as laranjas, para economizar nossa água.

Por volta de 1 hora da tarde, chegamos a um rio largo que cruzava a estrada; ali fizemos nosso "almoço" do dia e preparamos os isotônicos e enchemos todas as caramanholas.

Serra do Espinhaço, Botumirim
   

Saímos perto de uma casinha abandonada e um cruzamento de estrada; ali, um caminhão veio e tomou rumo para outro lado. Por onde deveríamos seguir? Denir foi perguntar numa casinha perto. Assim que nos viu, a dona foi logo oferecendo café . Uma delícia de café! Só depois nos mostrou o caminho .
Passamos por uma bifurcação e um mata-burro; Denir comentou "estamos passando dentro de uma fazenda, pois não há cercas na beira da estrada". Sem saber estávamos saindo da estrada principal, da "rodage"! Pegamos uma estrada que ia cortar a Serra por cima. Pedrada!! Cada subida de fazer lagartixa desistir!! Encontramos caminhantes pela estrada, que nos informam faltar 18km para Botumirim. Claudio volta a dar sinais de muito cansaço, e resolve pegar carona num caminhão que estava voltando de uma fazenda.

bifurcação
   
Após cruzar a crista da serra e começar a descer, avistamos duas estradas se encontrando. Foi neste momento que o Ely percebeu que estávamos passando por um caminho diferente do planejado. Encurtamos 10km o trajeto previsto, mas cortar a serra por cima foi muito difícil e muito cansativo. Neste trecho, o joelho do Denir começou a doer.

Chegamos exaustos em Botumirim e encontramos Claudio no Hotel da Dona Elisena . A mesma rotina do dia anterior: antes do banho e jantar, limpar a bicicleta. Ficamos num quarto com banheiro, mais confortável e com cara de hotel, contudo menos acolhedor do que a pensão de Itacambira. O jantar foi servido pela própria D. Elisena: um PF montanhoso!
A gente nem imaginava que o dia seguinte seria ainda mais emocionante: ficaríamos perdidos na Serra da Piedade...
atravessando riacho com bicicletas
 
dia anterior
dia seguinte

Dados da viagem total:

Kms percorridos: 166
Tempo pedalando: 15h37
Tempo na estrada: 25h15
Velocidade média de deslocamento: 10,6 km/h
Velocidade média: 6,6km/h

Velocidade máxima atingida no dia: 45 km/h