marca MM

ciclos do diamante

dia 1
 
 

Itacambira vista do alto da Serra


Saímos às 6 horas, passamos num posto para calibrar os pneus. Já fora da cidade, de cara, pegamos frio de 10 graus na baixada do ribeirão; paramos para colocar luvas. Na estrada para Juramento , toda asfaltada, encontramos várias pessoas indo ou vindo de bicicleta.

placa em Montes Claros
   

Em Juramento, paramos na frente da Igreja. O Gabriel , garotinho muito esperto, entregou a luva que o Claudio tinha deixado cair e ficou um bom tempo nos fazendo companhia. Compramos água no mercadinho, onde uns caras nos disseram que íamos subir duas serras até Itacambira, subida de 800 metros....

Ali o asfalto acabou. Pouco tempo depois, a garrafa de água que compramos caiu e os 1,5 litros foram água abaixo. Quando as subidas começaram pra valer, Claudio sente dificuldades e começa a passar mal.

perto de Juramento
   
Denir ajuda a empurrar a bicicleta na íngreme subida de calçamento.
Claudio deita a segunda vez, com enjôo e mal estar, e fica questionando se vai conseguir. Até pensa em desistir.
Chegamos em Pau D'óleo uma hora da tarde e paramos para fazer o almoço. Num bar, que também era acougue, tomamos Coca-Cola e o Claudio se sente melhor. Para ajudar o irmão, Ely decide levar os alforjes do Claudio, aliviando o peso da bicicleta.

Os rapazes que estavam no açougue dão dicas sobre o trecho adiante.
As dicas são boas e, depois de outra subida de paralelepípedos , vem um trecho de eucaliptos, Chapadão da Onça , onde a estrada lateral realmente nos livra das malditas costelas-de-vaca.
subida de calçamento
   

Depois dos eucaliptos, passamos pela Fazenda Tamanduá e entramos numa região belíssima: a Serra das Congonhas, em seguida Serra dos Olhos D'Água. Região preservada, com placas indicando ser local de estudo da UFMG.

Nestas serras de Itacambira encontram-se plantas carnívoras raras. E espécies endêmicas de orquídeas, como a Genlisea spec. 'Itacambira Beauty'

Aliás, a Serra do Espinhaço foi reconhecida pela Unesco como Reserva da Biosfera

(não deixe de conferir a galeria de fotos, no pé da página)

Serra dos Olhos D'Água
 
A Lua nos recebeu inteira, como água recebe a luz.
Divina Comédia, Paraíso, Canto II

A visão de Itacambira de cima da serra, com a lua cheia nascendo por sobre os penhascos ao longe foi uma das visões mais marcantes de toda a viagem.


A propósito, Itacambira, em tupi-guarani, quer dizer "pedra pontuda que sai do mato". A cidade nasceu
como uma feitoria do bandeirante Fernão Dias, que chegou na região atraído pela lenda da Serra das Esmeraldas.

luar sobre Itacambira
   
A chegada em Itacambira foi tensa: escureceu rápido, tivemos que nos valer do farol que não prevíamos usar, a estrada era perigosa, bem íngreme e sinuosa. O Ely escorregou numa mancha de óleo nas pedras e ralou o joelho
As ruas estavam todas enfeitadas para a festa da cidade. Pedimos informação na frente da Matriz, nos indicaram a Pensão Santo Antônio , da Dona Luiza. A princípio ela disse que não tinha vaga - que susto! -, mas depois disse que tinha um quarto com duas camas, mas dava para dormir 3 pessoas. Se a gente aceitava?. Aceitamos na hora!
Limpamos as bicicletas na frente da pensão, com ajuda do Virgílio, filho da D. Luiza.
Dona Luiza pediu que primeiro a gente jantasse, para esperar a água do banho aquecer na serpentina. Um jantar no fogão a lenha e banho de serpentina, como nos tempos de criança em Taiobeiras! A sobremesa foi canjica. Depois do jantar, procuramos o orelhão em frente ao hospital e demos notícia a todos do primeiro dia de viagem. Estava muito frio na rua!! Voltamos para a pensão, pois nas planilhas o dia seguinte estava previsto para ser o mais difícil. E foi mesmo. Foi pior!
bandeirolas para a festa
 
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Dados da viagem total:

Kms percorridos: 99,7
Tempo pedalando: 8h39
Tempo na estrada: 12h50
Velocidade média de deslocamento: 12 km/h
Velocidade média: 7,7km/h

Velocidade máxima atingida no dia: 45,7 km/h